sexta-feira, 8 de junho de 2012

Não sei o que sou; BH, 0290801999.

Não sei o que sou,
Sou um artefato
Do produto industrial,
Do meio arteiro que,
Fui criado um dia;
Minha arte-final é a poesia,
O projeto definido para,
Execução do meu leiaute
É o poema, o soneto;
É o que revela astúcia,
Que faz e traz arte,
Traquina das letras;
O artelho quebrado,
O dedo do pé amputado,
O tornozelo frágil,
Calcanhar de Aquiles,
Derrubam o santo;
Artemão do mastro de popa,
Vela solta desse mastro,
Ao vento da nau que nas
Artérias nunca dantes navegadas;
Cada um dos vasos que leva
O sangue do coração,
Às demais partes do corpo oceânico;
A via de comunicação,
A rua deserta,
A sombra negra do asfalto da avenida;
A artemísia arterial,
Gênero de plantas referente,
À família das compostas;
Inevitável arteriosclerose,
Espessamento e perda
Das elasticidades das artérias,
A travessia da ponte.

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