terça-feira, 5 de junho de 2012

Não posso ter vergonha; BH, 0130901999.

Não posso ter vergonha,
Dos textos que componho;
Cada texto deve ter a condição,
De ser assinável, sem medo
E sem rasura;
Não devo me sentir tímido,
Diante das frases que vejo surgir,
Nas folhas de papel diante de mim;
Não devo me sentir sem siso,
Sem juízo e bom senso,
Diante das palavras,
Que lanço no papel;
Devo ter a prudência e a designação,
Dos dentes molares que,
Nascem na idade adulta;
Devo ter meus pensamentos,
Iguais a estes dentes;
Não posso me sentir assisado,
Se não aceitar o que sai de mim,
Quem aceitará?
Quero a assistência devida,
A estes termos que ainda,
Não sei para que servem;
Sei que preciso de socorro,
Ajuda de uma ambulância,
Uma presença atual para assistir,
O conjunto de espectadores,
Que vai decidir a definição,
Do que está escrito aqui;
E só um bom assistente,
Uma boa parteira,
E um médico que assiste,
Ao meu ser doente,
Determinado pela vontade,
De não sucumbir perante
A platéia ávida e curiosa
Para entender
O que não entendi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário