quarta-feira, 26 de julho de 2017

A poesia é um encanto e um fenômeno; BH, 0230260270902001; Publicado: BH, 0190102014.

A poesia é um encanto e um fenômeno
Do encantamento e que não deixa o humor nosso 
De cada dia encapelar-se, agitar-se de raiva, ou 
Enfurecer-se igual ao mar; a poesia afasta o encapetado,
Faz-nos voltar aos tempos de traquinas, de
Menino moleque, a poesia conserta o endiabrado;
Quando estamos a cismar, a melhor coisa a 
Fazer, é encantoar-nos, meter-nos num canto,
Afastar-nos do convívio e encantar-nos; seduzir
A inspiração, arrebatar a criação, causar
Encantos e maravilhar-nos com toda sedução,
Esta coisa maravilhosa, esta feitiçaria
Inexplicável e que nos causa satisfação, que
Seduz-nos e arrebata-nos para si, com um poder
Mágico, maior do que o maior poder encantador,
Igual aquele que provoca os maiores
Encantamentos; fico encantado só de 
Pensar na poesia e em tudo há poesia,
Que deixa-me cheio e muito satisfeito
E até com ar misterioso, de mago nefelibata;
Com cérebro de escuna, embarcação pequena de 
Dois metros e vela latina, na tranquilidade
Esmeralda do mar; e a maior tristeza de 
Um poeta, é a incapacidade e a incompetência,
De não escumilhar um poema, de não bordar
Em escumilha, em tecido fino de lã, ou
Seda, o poema mórbido causado pelo cumbo
De caça miúdo, que mata os passarinhos
E faz-me espumar de indignação e 
Faz-me escumar estupefato, com aqueles,
Que perseguem os bichinhos nos campos;
A poesia veio para livrar a espuma do mar
Do óleo; e para manter a escultural escuma
Da onda, a escultura da escumadeira; e da
Colher com orifícios, com a qual se retira
A escuma dos líquidos e tem formas perfeitas,
De figuras, ou de formas entalhadas em
Material duro; modelada em material
Endurecível, como o coração do homem e
Fundida em metal conforme o molde
Mental da obra feita por escultor e de pessoa
Que só tem o corpo bonito, para artista que
Faz esculturas; e cinzelar em qualquer lugar,
Entalhar na tentativa de imortalizar
E assim fazer, esculpir para não estragar;
A poesia não deixa desmoralizar e nem
Descompor o ser, ou esculhambar o ente;
Não gosta de desordem e detesta qualquer
E total esculhambação, esculacho de médico;
Descompostura de esculápio, que só sabe
Esculachar o fraco que não tem amparo;
E nem arma que é utilizada para defesa
De golpe; e o único escudo, é só o da
Moeda portuguesa e que não vale nada;
Vale menos do que a escudela, a tigela de
Madeira, de pouca qualidade; gostaria 
De se nomeado escudeiro da poesia,
Gostaria de ser o criado que leva o 
Escudo do cavaleiro da cultura, que 
Morre para escudar o clássico; dá a vida
Para defender e amparar com mais
Veemência do que a um escrutínio;
Com mais ardor do que votação em urna,
Ou o ato de apurar os votos, o escrutinar
E o verificar dados de uma eleição;
Quero ser nomeado escrutinador da poesia,
Ser aquele que escrutina a arte e 
Ainda serve para pesquisar, investigar
E escrutar onde existem representantes
De fenômeno tão soberano; juro que serei bem
Cuidadoso, como aquele que tem escrúpulos,
Juro que serei escrupuloso e colocarei toda
A minha escrupulosidade a serviço da 
Eternização e da infinitização de 
Tal fenômeno, para que se repita sempre.

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