quarta-feira, 5 de julho de 2017

Penso que não vou mais pegar numa pena para escrever; BH, 0140602006. Publicado: BH, 0120802014.

Penso que não vou mais pegar numa pena para escrever, 
Porém, depois de ler ensaios a respeito de João Guimarães Rosa 
E à aproximação do Bloomsday, a homenagear James Joyce, 
Fico com pena de mim, pelo tempo que, não mas escrevi e hoje, 
Estou aqui, papel e pena, letras e palavras diante de mim; e deito 
Fervoroso, com o mais nobre pensamento que, tem o fervor, com o 
Lado mais fervente da mente, onde passo por dedicado escritor,
Zeloso escriba de veemente inspiração e peço a Deus a mais alta 
Excitação que, a inspiração pode chegar e clamo a maior ebulição 
Da fervura da criatividade e meu sangue chega ao estado de um 
Líquido que ferve, meu cérebro é só alvoroço, licencioso até, obsceno, 
Burlesco, com tudo de um ser fescenino; e só faço da escrita uma festa, 
Talvez nem seja para mim e faço das letras uma farra, das palavras, 
Divertimento, comemoração, contentamento para o meu coração e 
Solenidade para a minha felicidade e regozijo; sou totalmente contrário 
Ao Paulo Coelho, quero ser feliz e faço questão de ser feliz, parecer feliz e 
Quero festança e grande divertimento para o povo e festa ruidosa para todos 
E a total felicidade, mesmo que, dure pouco, mas, que dure o tempo de um festão 
Só; e quero noiva de grinalda e ramalhete, de ornatos em forma de grinaldas 
Sucessivas em todos os lugares, o festar em todos os corações; quem quiser 
Divertir-se, regozijar-se, rejubilar-se, tomar parte desta escrita, desta festarola de 
Folguedo e ser um ledor festeiro, divertido, folião, frequentador de textos, como
Aquele que, faz, ou dirige uma festa, leitor festejador que, deixa as letras sublimarem
Que, deixa as palavras louvarem; e deixa o verbo acariciar, a letra sondar, o poema 
Aplaudir, a poesia comemorar, a ode celebrar e a honra festejar a ópera, a cultura, 
Todo tipo de festejo, de festividade, carícias e galanteios; e tiros, só de festim, balas, 
Só as que produzem estampidos sem levar carga mortífera e banquete com todos os Convidados, comidas e bebidas, grande festival, cortejo cívico de verve artística; e Festividades religiosas, regozijos de igrejas, não me importa, tudo o que for próprio 
Do alegre, do festivo e do que, não carrega nada de Bush, George Walker Bush, 
Bush não tem nada de festo, o baile de Bush é o de sangue, a farra é a de cadáveres
E o divertimento de Bush, é o de jogar bombas em crianças, mulheres e homens; 
Pensei que, só iria falar de coisas falar de coisas boas e estou aqui a perder tempo 
Com loas iguais ao Bush, arre, Bush é menor do que a largura de um tecido qualquer; 
Vale menos do que uma dobra de pano, de uma peça ao meio do friso das calças e 
Não tem nem vinco com o nosso festonar, com o nosso ornar com festões e o engrinaldar 
Das tardes de verões nas festinadas, tipos de grandes festas em pinturas, ou em 
Esculturas; e começamos a viver desde a condição de feto? desde o estado fetal? 
Ou tal o terreno, ou o campo em que crescem fetos, nomes genéricos de numerosas 
Plantas criptogâmicas: sambambaia, feto-macho, planta medicinal e os fetos-machos; 
Aqui, o único fetiche que vale é o fim da hipocrisia, o ídolo africano é o próprio povo da 
África, o manipanso, o indivíduo muito gordo, é o nosso rei momo, ídolo é o puerrot, 
Amuleto, o arlequim; fetichismo é o da colombina, e nonada de culto de certos objetos
Inanimados que, se formou a crença de estarem ligados aos espíritos e que passam a Representá-los simbolicamente; e nonada de partidarismo faccioso e nem subserviência Absoluta, ou a perversão que, consiste em amar não a pessoa, mas, uma parte dela, ou 
Dum objeto de uso dela e nonada de fetichista e de feticídio, como o aborto provocado,
Ou o feticida, da pessoa que provoca a morte do feto; nonada ao que, causa graveolência, Má exalação, mau cheiro e fetidez da alma e do espírito e do pensamento, ou da
Criação; de mau odor, não quero nem saber e do fedido, passo longe, distante do Graveolente, do ser fétido e só amar, desde que, se é ser vivo, enquanto não sai do 
Ventre materno; e amar desde que, se é ser vivo a partir do terceiro mês de vida 
Intra-uterina; e amar desde que se é embrião, germe, semente, raiz, fruto, pomar; 
E é assim que em fevereiro, segundo mês do ano civil, februarium, tem o carnaval, 
Pois é o mês consagrado às purificações, na februa e os três dias de folias e 
Brincadeiras, de felicidade e de fantasias, de emoção e ilusão, curam de qualquer 
Um a depressão e ainda impedem o suicídio e outras infelicidades que, queiram 
Abalar o nosso frágil caminhar de humanidade. (Belo Horizonte, Minas Gerais, noite.)

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