sábado, 29 de julho de 2017

Não e nunca fui suficientemente inteligente; BH, 01001102000; Publicado: BH, 0140102014.

Não e nunca fui suficientemente inteligente,
Para vencer a covardia, o espírito cobarde, a ação de 
Covarde que exerço todos os dias durante o curto período
Que tenho de vida; recebo até carga de cobalto, o metal
De símbolo Co, massa atômica 58,94 e número atômico 27 e 
Não consigo curar o câncer do medo nas minhas entranhas;
Sou uma cobaia, pior do que o mamífero da família dos
Subungulados; do porquinho-da-índia, ou do que outro
Animal, ou ser humano utilizados em testes para estudos;
Na hora do medo, só falto coaxar, gritar com coaxo de voz
De rãs e sapos e de todas as injustiças; todas as violências,
Todas as misérias, todas as desgraças, todas as matanças, as
Chacinas; e são de co-autorias minhas, sou o co-autor com
Estado, qualidade e caráter; não quero ser eximido,
Quero ser aquele que, com outrem, produziram obra e ação
E foram participantes de todos tipos de crimes contra a humanidade;
Fui coator contra os mais fracos e apoiei aquele que coage
O pobre, ajudei a coatar os indefesos e a coagir os medrosos;
E ao penetrar-se pouco a pouco em mim, com dificuldade
E ao infiltrar-se em mim, reconhecerá um ser hediondo;
Ao coar-me, como o fazer passar o líquido, ou o pó através 
Do coador, ao filtrar-me, verás os resíduos, os dejetos, os podres,
Que ficarão retidos no meio da borra, daquilo com que,
Eu, em toda a minha vida, quis coalizar-me;
E quis reunir-me em coalizão, aliar-me só com o que
É nocivo e imprestável à ética, à lucidez e à razão;
Fiz aliança com a elite, fechei com a burguesia para
A realização de fins comuns em prejuízo alheio, filiei-me
A partidos políticos; servi à empresas, participei de reunião
De pessoas com intenções suspeitas e minha intenção
Nunca foi boa; toda determinação da minha vontade,
Era com vistas a praticar o fim, meu propósito era
Formado para deformar; meu intento era intentar
Contra a moral e os bons costumes, meu desejo era
Sangrento, ver sangue até de menstruação; o que com
O tempo impediu, toda a devastação que eu cuidava,
Foi um coalho na minha medula, um coágulo
No meu cérebro, que fez coalhar meu sangue e
Coagular minhas veias e azedar igual a leite e toda a
Coalhada, igual ao leite coagulado me deixou em coma;
Aí, parei, estou em coma até hoje e até o cangulo,
O peixe da família dos balistídeos, que mede 40 cm
Aproximadamente e tem coloração cinza-esverdeada; e
Não tem a parte da substância que promove tanta coagulação,
Tanto efeito de aglomerar partículas negativas, ruins, más,
De um ser tornado pastoso, quase um sólido na
Última cavidade do estômago dos ruminantes;
É forçar o coagulador, constranger e não combinar para
Conformar, juntar para formar um todo; e coadunar
Para mudar sem enganar mais os que acreditam;
Sentirei vergonha, se eu a tiver, em passar por utensílio
De plástico, ou metal que coa; sentirei nojo ao olhar
O saco e não encontrar o café e sim restos mortais de
Um feto abortado em coma; não sirvo para trabalhar
Por alguém, não nasci para ajudar ninguém e não
Sou digno que alguém venha coadprivar-me; até o
Adjunto do pároco viu que não mereço perdão, não
Tenho salvação; e o padre coadjutor abandonou-me,
Desde que sentiu o réptil coactor que gerou a igreja,
Ao criar-me de barro, soprar-me nas narinas e chamar-me
Adão e da minha costela falsa, criar-me uma Eva por
Companheira, que criou em mim, um colecionador de dores,
Uma pessoa que coleciona ais; e que possui coleção de complexos,
Conjunto de tabus, dogmas, reunião de objetos macabros, compilação
Para viver e por não ter mérito, não ter capacidade, coligir
Textos de autores diversos para compor uma obra e compilar
O mérito alheio e andar na literatura sem o Prêmio Nobel,
A fazer curvas, ângulos, como a cobra, a colear, mas sem mover a 
Cabeça, sem usar a parte superior do corpo, o cérebro; o coldre, o estojo 
Da pior arma de fogo, que não se traz pendente na cintura
E nem na sela; e que não se resume num sinal gráfico,
Numa pequena peça de metal, para prender as duas 
Partes dos hemisférios no vestiário do crânio, no colchete
Da imaginação, na inspiração que colcheia a 
Figura musical que vale metade da semínima;
E aí, deita em coma na grande almofada cheia de 
Substância flexível, molas, colocada sobre o estrado
Da cama, o colchão eterno, a coberta sobre o lençol, e 
Nenhum corpo a recheá-la, é o parente não em linha reta;
É o paralelo, o efeito colateral, é o que está ao lado da
Espuma no copo de chope, ou de cerveja; e da gola de camisa,
Do colarinho que não conseguimos agarrar quando nossas
Mãos estão ávidas por justiça; preciso de alguém para um
Dia encontrar-me, unir-se estreitamente a mim e
Mudar-me; e receber um grau acadêmico sem cola, um título
Merecido por atos e não por conferir benefícios eclesiásticos;
Utilizar saber em exames, classificar a mente com bons
Vinhos e a mulher do próximo não pode ser cantada;
Não se deve passar conversa nela, pegar com cobiça,
Com adesivo de tatuagem na carne e colar beijos
Como ornatos para o pescoço dela; e assim, preciso,
Ainda, sofrer um colapso, uma diminuição súbita, total
E violenta das minhas forças, não acompanhadas de síncope;
E tolher todo o meu movimento e intensidade que serão
Necessários  tomar um colagogo, um medicamento que excita
A secreção biliar, antes que a comida apodreça no meu
Estômago, para que aprenda a fazer colagem, a
Escrever tal o processo de classificação e à introdução
Em um quadro de elementos colados e na restituição
De parte de quem for herdeiro de bens recebidos dos de cujos;
Não haverá comparação, conferência, confronto, pois o
Direito será menor do que o benefício eclesiástico, do
Título, do que a colação de grau acadêmico a se
Conferir no ato; para escrever jornal sem ser de
Um corpo editorial, prestar colaboração, cooperar, colaborar,
Se houver alguém com disposição a ler a matéria de
Jornal redigida deixará de ser alheia, o colaborador fará
Um trabalho em comum, com ajuda de quem colabora
Com rastros de frases úteis; encalço de palavras sábias; cauda
De sentenças superiores, rabo de pipa de papel com letras;
Chá de planta medicinal, cópia clandestina de pontos de
Exame nas provas escritas; grude que mata a fome do
Mundo, a cultura aglutinante e de teor pegajoso, que
Na hora do coito, na cópula da noite, o óvulo coiteiro
Dos milhões de bandidos, dá asilo só a um; dos milhões
De coitados expelidos, protege só a um coitado, que se transforma
No feto miserável, no desgraçado que não expressa
Nem piedade e nem ternura; e não chega nem a coisificar,
A reificar, a perder o processo de alienação, o momento em
Que a característica de ser uma coisa, se torna típica da
Realidade objetiva, a reificação e a alma acaba perdida na
Coisificação do coisa-ruim, entregue nas mãos do diabo
Abra os olhos então.

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