sexta-feira, 7 de julho de 2017

Minha cabeça está vazia e meu ser está vazio e eu estou vazio; BH, 03050302007; Publicado; BH, 050802014.

Minha cabeça está vazia e meu ser está vazio e eu estou vazio 
E oco e no vácuo, nada encontro dentro de mim; quando ando, 
Procuro alguma coisa que não sei o que é, sou uma pessoa 
Doente, insana e esquizofrênica; sou uma paranoica, neurótica
E estressada, não me sinto bem, nem quando estou bem e 
Sempre me sinto insatisfeito, mesmo na satisfação; não sei
Saciar-me e vivo sem conceito, sem dignidade e sem consciência; 
Não conheci a evolução da espécie, pois, eu mesmo não evolui e 
Ainda continuo com a mente na idade da pedra lascada; meu 
Pensamento é pré-histórico e meu comportamento é de homem 
Da caverna e um dia dormi e não acordei mais, um dia esperei 
Para nascer e não nasci mais; encruei no útero de minha mãe e 
Até hoje não ressurgi da placenta, não rompi o cordão umbilical e 
Nem desmamei-me, quero preencher alguma coisa dentro de mim 
Com alguma coisa, mas é infinita a vaga e maior a ausência de mim 
Dentro de mim; penso que nada mais poderia preencher-me se não me 
Preencher e sair deste vazio que as trevas criaram dentro de mim; antes 
Que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, eu já sofria 
De agonia, ansiedade e coma profundo; angústia, então, conheci desde
A primeira batida do meu coração e até hoje nunca tive paz e nem nunca 
Terei e compreendi que o meu destino é sofrer; cheguei à conclusão que,
A felicidade largou a minha mão e caí no abismo, precipitei-me ao 
Precipício na ânsia de por fim ao meu suplício e estava só por começar; 
A definição de que tipo de espírito que é o meu, não se encontra em 
Nenhum estudo, tese ou ensaio, sobre os tipos de espíritos; o meu espírito
É um espírito único, rasteiro, seguidor da baixeza e jamais atingirá uma 
Escala mais elevada, o meu espírito é torpe, nefasto, do tipo que não 
Se encontra perdão e nem sossego; desconhece a lucidez, despreza a 
Razão, nunca teve noção e envergonha a minha alma, quando a deixa à 
Deriva e sem a esperança dum porto seguro; o meu espírito só contribui, 
Para cada vez mais o mistério da sabedoria se distancie mais de mim; 
E sem titubear, enchi-me de estupidez e de mediocridade, sem ter mais o 
Que fazer, bloqueia a minha inteligência, mata a minha inspiração e bane a 
Criatividade; é um espírito preso, não conhece a liberdade, a poesia
E a imaginação e penso que quando morrer, o que será deste espírito? 
Pobre, simplório, nunca aprendeu com o tempo; nunca se universalizou, 
Nunca saiu do lugar e toda cultura que tem, é a que está afogada dentro 
De mim, escondida e sombria, obscura e obtusa; não pertenço ao grupo 
De seres humanos, que tem autonomia; feliz o representante da raça 
Humana que sabe superar a ignorância, não encontro mais respaldo 
Em nada; viver ou não viver, dá para mim a mesma coisa; não conheço 
Perspectiva, não tenho alternativa, plano b ou projeto paralelo; se fizesse 
Parte do crime organizado que se instalou na câmara dos deputados ou 
No senado, que é a justiça, aí, seria respeitado; mas, não faço parte do 
Mundo político, não vejo-me na pele de um porco, pária ou parasita; se 
Um dia quisermos mudar a História do Brasil, espero que seja no tapa, 
Muito tapa na cara dessa classe; muito tapa na cara da burguesia e da 
Elite, muito tapa na cara de todo sem-vergonha que envergonha a 
História do Brasil; espero que o povo um dia desperte, e ajude a dar 
Tapas na cara de mão aberta, bem cheia e com os cinco dedos bem 
Estendidos; só tapas na cara e em praça púbica, são capazes de mudar
A História do Brasil e feliz do homem que tem ânimo, determinação e força 
De vontade; feliz é o audacioso, que supera as limitações e transpõe os 
Percalços e tem percepção e está disposto ao ato e ao efeito da 
Faculdade de perceber, possuído de conhecimento por meio dos sentidos, 
De estímulos exteriores, que determinam sensações; feliz o que tem
Perceptibilidade, o tudo que é perceptível e concerne o todo perceptivo, e tudo
Para ele é mais fácil; já aquele vazio, vago, sem alma e sem espírito, onde nada
Reverbera, já aquele afogado na estupidez, pobre, mendigo de ideias, já aquele
Sem ideal, onde o belo não mora, a estética é imperfeita, a obra que deixará é o
Reboco mal feito das paredes internas da sepultura e nunca um barroco bem feito. 

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