domingo, 23 de julho de 2017

Quero cavar e revolver a terra com a enxada; BH, 02501002000; Publicado: BH, 0300102014.

Quero cavar e revolver a terra com a enxada, 
Ou a picareta, quero fazer escavações, escavar e
Trabalhar para adquirir credibilidade; quero me
Esforçar, abrir como se abre cava em vestuário
E não a própria sepultura: quero viver e impedir
Que o cearense, o natural do Ceará, abandone 
A sua terra boa e tão bonita e venha para cá,
Volte para lá, todo cearense, que está a gerar
Empregos, em qualquer lugar do mundo e a
Pagar impostos em outros lugares, deveria
Fazer uma tomada de consciência e voltar
Para o Ceará; voltar para criar empregos, gerar
Empregos em seu próprio estado, para a sua
Gente; e pagar impostos no seu próprio
Estado e não em outro; é preciso uma campanha
Para trazer de volta ao Ceará, todos os cérebros
Cearenses, que estão espalhados pelo mundo; é
Preciso uma campanha, que faça com que todos
Eles, voltem para casa e façam em casa e gerem
Em casa e paguem em casa, tudo que é feito num
Estado que não é o deles; o governo cearense
Precisa ser o cavaqueador, aquele que gosta de 
Cavaquear, de conversar sem irritar-se, sem
Melindrar-se e convocar de volta à casa todos os 
Filhos pródigos e fazer uma festa de pagode,
Com cavaquinho e tudo, uma pequena viola de 
Quatro cordas, para comemorar a volta do bom
Filho da terra Ceará; e ao som do atabaque grande
De origem africana, o caxambu de certo batuque de
Negros vestidos de caxemira, tecido de lã finíssima,
Originário da Caxemira, Índia; e todo cearense caxias,
Toda pessoa muito zelosa pelo Ceará, voltará para o
Cumprimento do dever e o comportamento que exige
O maior respeito, garantido pelas leis e pelos 
Regulamentos, que o estado oferecerá à toda pessoa
Que gosta de trabalhar com afinco; terá trabalho para
O que abre cavoucos, o cavador, o cavouqueiro humilde,
Que abre buraco feito no solo, faz escavação de fosso,
Que vem cavoucar até com caxumba, com a inflamação
Infecto-contagiosa das glândulas parótidas; a papeira, o
Trasorelha, parotidite ao mais elevado senhor coronel e
Cacique da política local; do caxinguelê, pequeno
Mamífero roedor da família dos ciúridas, ao mais grosso e
Grande touro de reprodução do campo; para passar
Cavername, um conjunto de cavernas de outros navios,
Melhor passar na própria terra; para viver em regime 
Cavernoso longe de casa, ao viver em outra região,
Semelhante gente de caverna, melhor cantar com voz
De som rouco, como se saísse do fundo da alegria, no 
Fundo do quintal, de casinha branca da terra natal; e 
Poderá nem comer caviar, comer a conserva feita com
As ovos salgados do esturjão; mas, para a cavidade do 
Estômago, não faltará o pão, o arroz com feijão, para 
Encher o espaço cavado, e vazio, e formar um corpo 
Sólido; não faltará nada para matar a concavidade da 
Fome; para enher o buraco da barriga, a depressão
Abdominal, o abdome satisveito, o político só não 
Poderá é usar de cavilação, usar de astúcia para 
Induzir em erro o irmão; o governo não poderá é fazer
Promessa dolorosa, enganar com ardil, e sofisma, não
Terá mais vez ao político cavilador, que não cansado 
De cavilar por gerações em gerações, agora terá que 
Mudar o perfil já caviloso, ao deixar de lado a fraude,
E o ar doloso para cuidar só do cavo, do povo oco,
Escavado, côncavo, e transformá-lo em povo lúcido,
Consciente; e não cavilha, como peça de madeira, ou
Metal para vedar orifícios, e servir de simples peça de
Encaixe, simples massa de manobra, e manipulação;
Como se não tivessem cérebro, como se não tivessem
Nada na parte súpero-anterior do encéfalo, como se 
Não tivessem nada na cabeça; e não tivessem a 
Inteligência, e nem precisassem daquele que dirige,
De um líder de verdade, e não de computador, e não
De site eletrônico; é isso o que digo, é o que digo,
Meus irmãos do Ceará, espalhados pelo mundo: Carlão,
Chicão, Neto, Menudo, Maradona, meus amigos que
Deixei no Rio de Janeiro, voltem às suas cearas.

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