quinta-feira, 27 de julho de 2017

Alguém pode carregar-me e pôr em mim uma carga positiva? BH, 01001101002000; Publicado: BH, 0210102014.

Alguém pode carregar-me e pôr em mim uma carga positiva?
E transportar-me para outra dimensão? alguém pode 
Conduzir-me? levantar-me do chão e até suportar meu peso 
Por mim? minha carga pesada? ou continuará a oprimir-me? 
Continuará a agravar-me o estado de saúde e de espírito? e 
De alma e físico? não suporto mais olhar e ver municiar a 
Arma, mirar e apertar o gatilho na cabeça da criança órfã
E abandonada pelo meio das ruas; alguém pode acumular
Eletricidade nas minhas baterias negativas? ou só ajo com
O exercer da pressão? e com o insistir e o exagerar? cansei 
De cobrir-me de nuvens pesadas, igual a atmosfera; e se pinto 
Um óleo sobre telas, todos dizem que, só sei carregar nas 
Tintas; e tornar sombrio o quadro e o semblante, fechado o 
Cenho aonde ando; a crítica veio para saturar-me porém, não 
Reagirei com pente de balas das armas automáticas, ou semi; 
Não reagirei igual ao carregador de ódio, a pessoa que faz o
Carreto da raiva, do rancor, a ameaçar temporal; a soltar cólera 
Abafada, atmosfera fechada e o falso que,  traz muitos 
Embrulhos, cheios de incumbências, atarefado e que, está 
Carregado negativamente e não observa a formiga 
Transportadora de material para o formigueiro; não olha para a 
Carregadeira, a mulher que carrega os fardos do lar, os fechos 
Dos folhos, a cruz pela vida; e diz-se que, tudo foi feito sem 
Interesse e é de qualidade inferior, é a carregação de 
Transportes de um lugar para outro, o carregar sem o carro, 
Com os braços e os ombros, a subir a vereda; a perder-se
Na senda, a enganar-se na trilha do corredor e segue com 
Repreensão; com censura pela bebedeira da carraspana, no alto 
Do outeiro, da janela da casa, simples, branca, de quintal, cerca,
Cachorro e pássaro; alguém livra-me do torturador? e de todos 
Os indivíduos maus, verdugos que, executam sentenças de 
Mortes justo em mim; alguém livra-me do carrasco? quero fugir
Dele, dos cardos da coroa de espinhos, coroa áspera e que, 
Rala-me a testa e o couro cabeludo; alguém salva-me da mata 
Abusiva? deste carrascal de carrapicho, carpo de gramíneas 
Dotado de pequenos espinhos que, aderem ao que lhes toca; e o 
Coque, no alto, ou na parte posterior da cabeça e a árvore da 
Família das meliáceas e espécie de pião para girar entre os 
Dedos; e a carrapeta que, Deus livre alguém de mim, pessoa 
Importuna e que, segue outrem, aonde quer que vá; e que Deus 
Livre a mamona e a pele do aracnídeo minúsculo que, suga
O sangue de animais em pasto, o carrapato que não morre
Nem com carrapaticida, com inseticida específico para
O extermínio de carrapatos da minha espécie: carrancudo,
Que, carrega uma carranca; e passo os dias mal-humorado, 
Trombudo e não há nada que diminua a carranca que trago
Amarrada ao pescoço, igual uma pedra; e sou jogado
Em alto-mar e mesmo a livrar-me da vontade apegada
Ao passado, não sobreviverei, pois não sei nadar, ou boiar;
E se depois de morto, ainda servir, transformem-me no 
Grande rosto de madeira, caricatural, de feitura
Primitiva que, as barcas do Rio São Francisco trazem em 
Cima da proa; a cara feia, mas de tradição, nada de zangada,
Nada de preocupada e sim de satisfação; pelo carrapateiro,
Planta das euforbiáceas, de toda a razão, grande porção de
Espírito mineiro, a carrada que se leva de uma vez ao
Ponto final do chorar, do lamentar a perda do passado; e 
Prantear para comover, capinar o capim, desbastar a moita,
Carpir só não muda o mundo; só muito chá de carqueja, da 
Planta medicinal das compostas; e a criação da raça de galinha
D'angola, a colher o fruto bom, a segregar o carpo estragado; 
E a pôr fim de vez por todas ao carpintejar, ao crime de 
Aparelhar a madeira para obras e impedir aquele que quer 
Exercer o ofício de carpinteiro, operário especializado que, 
Trabalha com madeira; carpina marceneiro que colabora com o 
Cruel desmatamento das nossas florestas; nada tenho contra a 
Carpintaria, contra a carapina, a oficina que ajuda na obra de 
Exterminar as árvores; e entre uma árvore e uma carpintaria, fico 
Com a árvore e em favor das florestas, da fauna, da flora, enfim
De toda a natureza, deixo à disposição toda a carpidura que, 
Existe em mim; por elas faço o papel de carpideira, de mulher 
Que, chora muito e que é contratada para acompanhar enterro
E a chorar, a lamentar o defunto que, nem conhece; e quero mais 
É evitar é o enterro das nossas riquezas, dos nossos tesouros 
Naturais; e ainda quero ver carpa, certo peixe de água doce, nos 
Nossos rios urbanos e poluídos, com a recuperação deles; e 
Nessa carona quero o mundo inteiro comigo, é uma viagem
Gratuitamente a favor da preservação e qualquer um pode aderir, 
Clandestino, ou não; é o bigu da salvação dos animais, das aves, 
Das flores, das folhas, dos pássaros e a proteção do verde, como
A manta de couro, ou outro material, colocada por baixo do lombilho, 
Para proteger nas cavalgaduras; e nessa hora toda carolice será 
Bem-vinda, toda carola de qualidade e manifestação daquela que, 
Vive nas igrejas que, vive a rezar; todo beato pode ajudar com 
Orações que, tragam resultados a favor da nossa natureza e ao falar 
Nisso, fico até com engasgo de natureza nervosa que, inibe-me ao 
Falar na natureza, é uma íngua, um núcleo duro de frutos; uma 
Semente de várias florescências, o caroço que não podemos deixar 
Enterrar pois, vira conto de carochinha, vira carocha, feiticeiras sem 
Feitiços, bruxas sem vassouras; o escaravelho, o inseto coleóptero 
Carniceiro da caroba, o nome dado às várias plantas medicinais, da 
Família das bignoniáceas; meus milhões de leitores amáveis, meus 
Carinhosos leitores, escrevo de modo assim tão caroável, pois é o 
Que, os meus olhos veem, é o que meus ouvidos captam; restos de 
Pensamentos em fins de crânios de tecido feito com fibra de caroá 
E que se caracteriza pela aspereza da tentativa de mudar o
Comportamento, mudar a visão da estética e não encontrar 
Respaldo nas respostas; e não encontrar solução na bromeliácea 
De cujas fibras se tece  a juta e o cânhamo, com grande sacrifício; e 
Não fui querido, não fui tido com grande estima e até hoje a minha
Sobrevivência custa muito em despesas; sou um artigo que tem 
Preço elevado e não a cargo meu, é da família, da qual tornei-me 
Um peso morto, um bolo gordo, um osso carnudo, um nervo musculoso
E um ser polpudo que, tem muita gordura e carne e nada para dar.

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