segunda-feira, 17 de julho de 2017

Reconheço que a bebida fermentada e fabricada basicamente com água; BH, 03101002000; Publicado: BH, 040302014.

Reconheço que a bebida fermentada e fabricada basicamente com água,
Lúpulo e cevada, é a preferida; pode ser preta, a que é feita com o
Mais torrificado grão de lúpulo e a cevada mais carregada em cor; e é 
Da cervejada, é da reunião onde se bebe muita cerveja que o ser é 
Chegado; é da cervejaria, da fábrica e do lugar onde se vende que o 
Ente é freguês; é do cervejeiro que sou que estou a falar, não do
Fabricante e nem do vendedor, é do bebedor consumidor que sou e
Em cima da cerviz, no topo da cervical, nos sete primeiros ossos da
Coluna vertebral, equilibro um barril de cerveja; minha nuca, meu
Pescoço, minha cabeça contêm mais cerveja do que num tonel, meu
Único medo é morrer de cervicite, de inflamação do colo do útero; sou
Um cervo, cevado à cerveja, um mamífero artiodáctilo da família dos 
Cervídeos, viciado em cerveja, porém, se a minha cabeça não mudar:
Contém-na; se uma boa cerzideira, mulher que tem a profissão de 
Cerzir, coser, de modo que a costura não apareça exteriormente, com
Ou sem máquina de cerzidor, não fecha o rombo na minha cabeça; e 
Quanto à minha barriga, só o estado cesariano, a operação em que se
Abre o ventre, como se fosse o da mãe, para extrair o feto; e o rombo
Da minha cabeça é para ser deposto os despojos, como se depõe um
Regime de cesarismo, como se depõe um governo despótico, uma 
Autocracia, uma ditadura; uma contaminação com cério, metal raro, 
Elemento de número 58, com massa 140,1, vários isótopos, quase
Todos radioativos; só não posso é permitir a cessação, o desejo
Cessante, como a quantia ou o lucro não recebidos e o cessar da 
Cerveja e que não passe por mim o que cessa e sim a cessão, o
Ceder mais ao desejo e não parar, não acabar, não suspender e 
Nem interromper; deixar fluir e não desistir: suspender só o fogo
De fuzilaria, numa guerra qualquer, que esteja a acontecer pelo
Mundo; e de toda cerveja que tiver, sou cessionário, recebo e
Aceito, qualquer quantidade que conter no meu cesto da gávea, da
Plataforma com balaústre ao lado de um mastro que a atravessa; e
Na minha cesta, recipiente entrançado de verga, vime ou metal, com
Ou sem alça, ou asa, para guardar ou transportar objetos; rede sem
Fundo, presa a aro de ferro, em basquetebol, que não tem nada a
Ver comigo, não marco ponto nesse jogo; não sou nem cestinha e
Nem cesteiro e não gosto de sofrer cesura, não gosto de ostentar
Cicatriz, de corte e de cortar e de pausa interna, como nos versos de
Mais de quatro sílabas; e com o tempo, a gordura acumulada, vai a
Modelar, a transformar em cetáceo, em espécime e ordem de mamíferos
Marinhos, com forma de peixe, sem ceticismo de baleia; o cachalote
Cético no mar de cetim, igual ao tecido de seda macio e lustroso; e
Este cetro ninguém me rouba, é o bastão que serve-me de insígnia real
E de comando de poder no espaço ilimitado em que giram astros; no céu
Infinito e parte desse espaço limitado pelo horizonte, a abóbada celeste,
O firmamento, habitação divina para aonde vão os justos segundo a
Crença religiosa, providência divina, designativa de surpresa aberto e
Descoberto, inteiramente visível, com grande felicidade, quando chega
Bem gelada ao palato da boca palatina do palácio oral real.


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