terça-feira, 25 de julho de 2017

Lembra do chapéu de copa alta e aba curta e a cartola que hoje se representa; BH, 01201301002000; BH, 22/01/2014.

Lembra do chapéu de copa alta e aba curta e a cartola que hoje se representa
O famigerado indivíduo que ocupa posição elevada, num clube, ou empresa e
Que despreza as opiniões da maioria, a tomar decisões de caráter fechado, 
Junto à cúpula administrativa, nosso maior exemplo é o FHC, o vulgo Fernando 
Henrique Cardoso e seu séquito, que fazem do ovo uma cartolina, um papel
Encorpado para uso em artes manuais, para ser manipulado e usado como 
Cartazes de falsas propagandas, mentiras enganosas, onde qualquer um,
Mesmo sem uso da cartomancia, mesmo sem a pretensa adivinhação da sorte
Por meio de cartas de baralho, mesmo sem a ajuda da cartomante, da pessoa
Que pratica e estuda, ver que a verdade é outra; a realidade está bem longe,
É a perversidade da sociedade, o casamento da elite com a burguesia, no 
Sentido de espalhar a pobreza e a miséria e impedir que no ato de casar, na
União legítima, entre o homem e a mulher, não possa haver felicidade; é o 
Impedimento do sacramento do matrimônio, de quem ganha o mísero salário
Mínimo e não pode bancar a cerimônia e nem a festa nupcial; é o fim da 
Aliança social, da harmonia contra a injustiça e a violência e o compromisso
Civil contraído perante representante do poder judiciário; casamento de raposa
E de viúva, é o Sol com chuva e o misto é o celebrado entre nubentes de
Religião diversa, com as cerimônias de uma e de outra e o que assistimos não
É isso, é o nuncupativo, celebrado oralmente sem outra formalidade que a 
Presença de testemunhas ao putativo que é nulo por erro, ou vício original, 
Porém, é o contrário da boa fé, como o religioso em igreja perante sacerdote, 
Com efeito civil, em que se preenche ao mesmo tempo as formalidades de 
Casar, de unir, de colocar junto o dinheiro da aposta, de aliar-se toda corja,
Juntar-se para praticar a corrupção; para combinar, concordar com o santo 
Casamenteiro matrimonial, que trata e faz bem e anima alguém a casalar-se,
A acasalar-se, como dois pombinhos, duas rolinhas tenras de casal de povoado
Com poucas casas; par de macho, e fêmea, os sobreviventes da casa-grande,
Nas fazendas, e latifúndios; das sobras da casa do senhor-de-engenho, do que 
Age como se fosse o proprietário, o dono do país, que vende, que entrega, que
Estraga e ainda fica casadouro com o povo mal informado e ignorante, fica como
Está em época, em idade e que procura se mostrar casado com o poder, que se
Casou com a finança, unido com especuladores, combinado com investidores
Estrangeiros na ciranda financeira que gera lucros altos da noite para o dia, até
Com isenção da CPMF; e que faz a esperança carunchar, faz criar caruncho na 
Felicidade, o fígado ser atacado e envelhecer precocemente a alegria de viver; o
Político mudar de partido e opinião e desprezar a veste masculina de cerimônia,
Curta na frente e comprida atrás, a casaca, que vira casacão amplo, pesado para
Agasalhar, paletó, casaco, peça do vestuário com abas, e mangas, que não impõe
Mais respeito, já que a maioria dos corruptos, geralmente, anda de terno, paletó,
E gravata, e colarinho branco; e diz er íntimo da família, rouba na própria residência,
Leva a saúde para fora do hospital, faz do país um prostíbulo, abre presídios, e
Cadeias, onde nunca vai estar, onde nunca houve uma escola; acaba coma
Tolerância, e manda o povo para o sanatório, e o recurso público passa a ser
Detenção particular; e o salário mínimo cria estabelecimento público destinado a 
Acolher as vítimas do próprio salário mínimo, os vadios, os delinquentes, os 
Desempregados, que nunca serão regenerados; nunca terão correção social, em
Quartos alugados em cortiços, cômodos de cabeça-de-porco; lazer fora da
Cidade, férias no campo, sonhos não realizados, vive do pesadelo, do lugar 
Onde todos mandam, menos o povo trabalhador, o assalariado, o operário, a 
Mãe joana, e a sogra; cuja vida não é o alvéolo dos favos da colmeia, não é a
Abertura semicircular do tabuleiro de gamão; e cada uma das divisões de uma
Tabela é mais década de vida humana, é uma posição que um algarismo ocupa
No número; família, descendência, e nas roupas por onde passa o botão, sede
De uma instituição, estabelecimento comercial, morada, habitação, construção
Destinada à residência, o sonho, cada casa às vezes não chega nem com a cãs,
Com os cabelos brancos, nem com o tempo carvoento da idade; com todo o 
Carvão adquirido pelo carvoeiro, guardado na carvoeira financeira; depositado
Na carvoaria, e não é o carvão-de-pedra, a hulha, e o nome de doenças
Produzidas por diversos fungos; desenho da brasa extinta, madeira carbonizada,
E substância que resulta da combustão incompleta de materiais orgânicos; e o
Crime continua com a queima do carvalho, árvore da família das fagáceas cuja
Madeira é muito forte, e pesada; e salve o nosso caruru, nome de várias plantas
Da família das amarantáceas, e prato afro-brasileiro com quiabos, e que leva
Camarão, peixe, e verduras, temperado com azeite-de-dendê, e pimenta; e o
Meu nome para quem quiser saber, é Lucas Ivanovitch Furtado Medina, só que,
Não existo, não tenho o corpo caloso, não posso pensar e todo mundo só 
Sabe odiar-me, pela minha maneira de ser e o pior é que não sou e nem sei
Que culpa tenho por ser, ou por não ser, não conheço Hamelet, não sou da
Ordem do cartuxo, religioso pertencente à Ordem da Cartuxa, fundada por
São Bento; e por causa da minha causa , sou uma embalagem cilíndrica,um
Canudo inútil, pequeno tubo de metal, ou papelão encerado, onde vai a
Pólvora, a carga, e a espoleta de uma arma de fogo, que acerta um tiro na
Minha cabeça, bem no lugar em que falta-ma a cartucheira, que falta-me o
Cinturão de couro onde se colocam as balas que perfuram o meu crânio,
Justamente no lugar que está ausente o meu corpo caloso no meu cérebro
De Lucas Ivanovitch Furtado Medina, julgado, condenado à pena de morte,
Sem pena alguma cometer e o tal cartório desse ser está repleto de culpas,
De faltas, e falhas, são nódoas que não saem, são manchas eternas e infinitas. 

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