terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Antigamente; RJ, 0300501997; Publicado: BH, 0150102013.

Antigamente
Andavas
Pelas ruas da cidade
Pelas calçadas
Por todos os lugares
E só encontravas
Árvores e jardins
Parques floridos
Canteiros e plantas
Por todos os lugares
Hoje não vês
Nem uma folha
As árvores sumiram
As florestas e as matas
Já não existem
Os passarinhos então
Nem cantam mais
As roças morreram
E as antigas fazendas
Foram engolidas pelo progresso
E o que restou
O concreto armado esmagou
Dentro dos nossos corações
E hoje na era moderna
As crianças só conhecem enlatados
Não sabem o que é um boi
Uma vaca e um bezerro
Não sabem o que é uma formiga
Uma tanajura e um maribondo
Não conhecem leite
Fogão à lenha e forno
De assar biscoito de goma
Antigamente.

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