quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Nasci numa enxerga e numa cama mais pobre; BH, 01902202501102001; Publicado: BH, 01301102010.

Nasci numa enxerga e numa cama mais pobre 
Do que a manjedoura em que Jesus nasceu e durmo até hoje
Num enxergão e numa espécie de colchão muito duro que
Se põe entre o estrado e o colchão da cama e é este
Sofrimento e é este padecimento que me faz enverdecer e 
É infeliz assim que torno-me verde ao enveredar
Para cobrir-me de verdura e rejuvenescer e gosto de
Entrar por uma vereda e caminho por onde espelha-se a
Dificuldade e dirigir meu destino com esperança e 
Não tenho competência nas coisas fáceis e não demonstro
Envergadura nas coisas superficiais e a distância
Que percorro é maior do que a que vai da ponta
A outra das asas de uma ave ou de um avião e 
Maior é o envergamento do meu coração e mais
Belo é envergar o meu espírito de razão e vestir-me
De virtude e ater o pensamento nas velas e nas vergas e 
Vergar a mente sem se envergonhar da liberdade e 
Encher-me de vergonha só contra a injustiça e 
Humilhar-me só perante aos humildes para enxergar
Mais do que um visionário e ver além do olhar e
Até entrever e pressentir o não sentido pelos normais
E pelos comuns e mais do que um sensitivo ou um
Médium ou do que um que tem um sexto
Sentido perceptivo e não obtive e não quero mais me
Conformar com a equidistância entre mim e eu e 
Quero possuir toda a igualdade de distância e fugir
Das diferenças e abolir a equidiferença e o pensamento
Equídeo que faz o homem agir semelhante a um
Cavalo perdido e desconhecedor da equidade e 
Ignorante da justiça natural e igualitária e
Que não defende a aplicação da justiça com o
Atender às normas rígidas da lei ou da jurisprudência e
O parecer deve ser igual a um equiângulo venha
De onde vier é o que tem os ângulos iguais de visão e 
Comportamento contemporâneo mesmo com pessoas
Que não têm a mesma idade ou ser que não seja
Equevo da cavalaria ou da equitação para vir do
Que se refere a equestre a ir ao equatoriano
Ao equatorial e natural do Equador até o estresse
Epilatório o distúrbio nervoso depilatório e que acelera
De um dia para outro a epilação do couro cabeludo e 
Quero mais é satirizar a crise e fazer epigramas das
Síndromes e epigramatizar os sintomas em breve
Composição poética de cunho satírico e de dito
Bastante picante que nem no estudo das inscrições
Nem em toda epigrafia encontraremos um título ou
Uma frase que sirva de tema a um assunto a
Um epígrafe pois perdi a vontade de intitular e não
Sei mais epigrafar a matéria não sou discípulo
De um grande mestre e procuro só ser aquele que
Pertence à geração seguinte um epígono de vanguarda
E no fundo no fundo sinto a dor de ser um 
Ser tão superficial e sinto o peso de ter na consciência
Um peso tão fundamental que inibe-me e não
Permite o envernizar da minha cara de pau e 
Apodrece a madeira de minha alma por eu
Não conseguir cobrir de verniz o meu espírito de 
Santo de pau oco e de beato que nem o papa quer
Canonizar mas não quero nunca tomar o veneno
Da mídia e prefiro morrer a deixar deturpar o
Sentido do meu pensamento e jamais deixarei
Que venham perverter o conteúdo de minha
Mente e se quiserem envenenar-me e se quiserem
Ministrar veneno ao meu ente mostrarei o
Antidoto contra tanto envenenamento e resistirei e
Não serei o cadáver envenenado a não ser ao
Ter o meu motor como o do automóvel que
Sofreu alteração para ganhar mais potência e 
Energia e vitalidade e mais ilusão de velocidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário