terça-feira, 17 de julho de 2018

Não posso querer que meus filhos me honrem; BH, 0210202000; Publicado: BH, 0310702013.

Não posso querer que meus filhos me honrem
Se como filho nunca honrei aos meus pais e por 
Isso nunca serão prolongados os meus dias na terra
Não posso querer que os meus filhos me respeitem me
Sigam se como filho nunca respeitei e nunca 
Segui aos meus pais por isso nada posso cobrar
Nada posso exigir dos meus filhos se um dia
Como filho não fui coerente não fui ético e nem racional
Não fui lógico e nem tomei como exemplo como espelho
Os meus pais durante o tempo que convivi com eles
Sofri motivos de desgosto e de vergonha e não segui 
Um conselho sequer dado por meus genitores
E por isso me conformo em comer o pão que o diabo
Amassou me conformo em rastejar na poeira e 
Passar por todas as privações e percalços que passo e ainda
Ter que morrer sem deixar nenhuma herança
A não ser a do medo a da falta de fé de esperança a herança
Da fraqueza e de todas as fobias que consegui
Adquirir durante todo o tempo que dura a minha vida
Sinto até vergonha dos meus filhos por não poder
Passar para eles uma imagem de otimismo de força
De poder de potência uma imagem de vencedor de lutador
Brigador guerreiro ganhador de todas as batalhas
E a imagem que passo é a da mentira
Da falsidade e da ilusão para esconder as derrotas
O derrotado que sou durante toda a existência
O negativismo e a superficialidade à flor da pele
Que não consigo camuflar direito e como dói
E com todos estes complexos reunidos realmente
E não consigo superar os traumas e não consigo
Vencer os dogmas e os tabus que à toda hora
Lançam-me em depressão profunda angústia extrema
E agonia terminal que nem mesmo o maior de todos
Os porres é capaz de me livrar deles e acaba por
Afundar-me ainda mais na lama do chiqueiro
Mas tenho consciência que tento sair deste estágio
Tento sobressair e superar estas divergências psíquicas
É duro e difícil e para uma cabeça de mentalidade
Fraca igual a minha é quase impossível
Porém espero também que os meus filhos não ajam
Comigo da mesma forma e da mesma maneira
Que agi com os meus pais apesar de que sei que 
Tenho que pagar com a mesma moeda e se 
Não puder ser diferente que seja do jeito que será
Lamento ter que viver tanta contradição lamento ter que 
Suportar tanto peso na consciência de remorso e de 
Arrependimento de não ter sido o filho que fosse
O cristalino dos olhos dos meus pais
E é esta cruz que carrego nas costas igual Jesus Cristo
Carregou a dele para o calvário e nela foi pregado
Sem piedade ao ser santo e crucificado entre ladrões
E sou ladrão e quero andar no meio de santo
E sou ladrão ímpio e quero andar no meio
Dos justos sou néscio e infame e quero andar
No meio dos sábios dos sóbrios ao ser um 
Escarnecedor pecador sem salvação a querer
Comer com os reis e as rainhas a ser que o que  
Espera-me é o convívio om os porcos e os vermes
O que me espera é o fogo eterno o lago de 
Enxofre de sentimento e de dor e não 
Adianta que não mereço a eternidade
Em outro lugar não mereço a felicidade
Em vida não a merecerei depois de morto
Nem em alma e nem em espírito é a verdade
E a única coisa que tenho para fazer é chorar
E a única coisa que sei fazer é chorar
Chorar por mim por meus pais e por meus filhos
Se fosse mais corajoso menos covarde e tivesse
Mais fé e paixão mais luz no espírito na inteligência
Meu comportamento seria outro meu desempenho
Seria outro e não esta incompetência e não 
Esta decadência física mental longe do
Teor ideal longe do equilíbrio fundamental
Que traz a tranquilidade emocional a qualquer 
Mortal que atingiu a evolução atingiu a
Sabedoria, a chave do conhecimento e não
Esta divergência de ideias esta congestão
De ideais infrutíferos e que não levam a
Lugar algum o tipo de indivíduo mesquinho
E fora de estrutura que nem na aparência
Tem dignidade que nem no caráter tem moral
E nem nos atos e na estatura tem grandeza
Tem gente que fala que gosto de denegrir
A minha imagem que foi feito macumbaria
E feitiçaria para mim e que já até viram
Em revelações e em profecias um vudu meu
Coberto de espinhos acontece que nem imagem
Eu tenho e macumbaria e feitiçaria só
Pegam em quem existe vudu só dá certo
Para quem é gente e tem alma e tem espírito
E não tenho e não sou nada disso
E quem é que pode fazer alguma coisa com nada?
E sou o nada e onde chego não sou
Observado por que ninguém perde tempo caro
A observar o nada o tempo é precioso e só deve
Ser usado em coisas preciosas em algo de valor
De moda e que seja novidade na humanidade
Estou só a esperar o meteoro Eros cair para que
Tudo seja mudado e transformado e espero que
Ele caia precisamente em cima de minha
Cabeça a pulverizá-la de vez para que ela
Nunca mais me faça passar por tantas situações
Humilhantes vazias e sem pretensões de luminosidade
Pois no princípio quando criou Deus os céus e a
Terra e no dia certo Ele disse haja luz em
Mim quando fui formado e criado quando
Eu nasci ninguém disse haja luz por isso é que
Sou opaco e obtuso a luz me ofusca mesmo a
Luz artificial e de dia em plena luz do sol
E não consigo me enxergar e nem enxergar
O limite das ruas e as janelas das casas e dos prédios
Alguém esqueceu de determinar a luz em mim
Alguém esqueceu de me determinar alguma coisa
E perdi a determinante e deixei de ser a
Determinante da vida e do destino meus
E perdi a vida a alma e o espírito
Perdi o tempo física e mentalmente
E sinto que não adianta buscar tal Marcel Proust buscou
O tempo perdido principalmente aquele perdido
Em lamúrias e lamentações em choros e
Reclamações a esperar em orações que as coisas
Sejam resolvidas através dos céus dos santos
E preciso mais é de ir à luta correr em busca
Das soluções e das respostas das perguntas que me
Afligem e me atormentam a me encher de dúvidas
A me cobrir de sombras de trevas e de labirintos
Por aonde vago sem encontrar o fio de lã
Que me levará à saída e a fugir do Minotauro
E ao quebrar o espelho por onde a olhar a
Imagem da Medusa a mataria com a espada
E a jogar água na fogueira onde queimava
O galho de árvore para enfiar no único olho
Do Ciclope Polifemo a cegá-lo e a impedir que
Ele me devorasse de tira-gosto depois do vinho
E tudo em minha vida me impediu que
E me transformasse em herói tudo me
Impediu que e me transformasse em homem e
Que e subisse a escada e deparasse com a
Palavra chave a resposta fatal a pedra fundamental
Quebraram os degraus da escada despenquei ao
Chão meu lugar predileto e dali não me
Levantei mais ali mesmo fui velado colocado
No caixão e erguido o meu sepulcro e para
Quem pensou: acabou começou o estado de decomposição
A briga dos vermes pelos melhores pedaços de carn;
O banquete macabro onde em pouco tempo
Fui totalmente devorado a ficar só os ossos
Brancos como se fossem de marfim e que num
Futuro podem ser recuperados por um arqueólogo e
Considerado o fóssil de algum ser que existiu
Há milhões de anos numa era remota
E desconhecida a era das trevas e da falta de luz
Principalmente a luz interior que até hoje
Não consigo encontrar quem a tenha e onde
A conseguiu pois agora feito fóssil que procurou 
Na época da era em que andou sobre a
Terra e não a conseguiu não a descobriu e
Nem a inventou e nem a roubou como
Prometeu que roubou o fogo dos desuses para os 
Humanos e foi condenado a ter o fígado
Devorado pelos abutres amarrado ao alto de um pico
Se pudesse também faria a mesma coisa
Roubaria a luz para os homens mesmo que tivesse
Que pagar um preço maior do que o que Prometeu
Pagou espírito de Machado de Assis me visita
Espírito de Homero me visita espírito de Dante me
Visita espíritos de todos os deuses do Olimpo:
Visitais-me espíritos de todos os grandes mestres e
Todos os grandes célebres da humanidade me
Visitais me façais espírito também para que
E possa ser aceito no meio de vós para que
E possa superar tudo que não consegui
Como vil mortal como homem comum saco
Cheio de erros e de defeitos de mágoas e rancor
Saco cheio de mentiras falsidades e ilusões
Saco cheio de fome de pobreza e de miséria
Espírito da justiça e de todos os justiceiros me
Visitais que preciso crescer preciso fugir
De todos os elos que impedem minha liberdade
Minha coragem e minha fé na luz e na
Esperança preciso crescer para vencer e ganhar
Chegar em qualquer lugar de cabeça erguida
De peito estufado com timbre na voz e luz
E brilho no olhar a demonstrar que ali
Chegou um novo filho um novo pai um
Novo homem um novo ser e todo mundo
Tem que notar notar a diferença notar o
Nível notar o porte os atos e todo o composto
Novo toda a composição compostura e designação
E não poderá haver o apesar de tudo o pelo
Menos tentou a mudança tem que ser outra
A transformação e a metamorfose têm que
Ser o fim da era da mediocridade e a
Entrada na era da evolução do fim
Da mesquinharia do início da criação
O princípio de quem quer e vai crescer o
Desejo de quem quer e vai mudar o destino
E almeja chegar ao fim da linha sem
Importar com o primeiro ou o último
Lugar e sim em chegar em cruzar a reta
Final igual a um cavalo no jóquei em
Dias de corridas de grande prêmio e competição
Meus filhos deixo a vós esta minha herança
Linear e espero que não fiqueis tristes
Por herdar do pai só estas linhas e estas frases
Repetíveis nestes papéis de jornais porém é tudo
Que realmente tenho para deixar a vós 
Gostaria de deixar dinheiro muito dinheiro
Bens e condições de adquirireis mais
Bens porém só sei deixar poesias poemas prosas
Odes elegias tolices burrices e tudo
Que um ser humano carrega dentro de si
Não vou falar que deixo amor e paz certeza e
Segurança no futuro o crítico chama a isto de
Pieguice e demagogia mas mesmo assim
Vou falar que meu coração é pequeno para 
Caber todo amor que sinto por vós os críticos 
Pensam que o Lucas é doente que tem que ser 
Curado e que tem que ser internado e que 
Quando crescer mais se tornará inviável
A convivência com ele e quero dizer
Que estou satisfeito e feliz com a maneira
Dele ser e quero que os críticos enfiem as
Línguas nos próprios buracos do esgoto: no cu
Agora tenho que pedir desculpas pela falta 
De compostura e de educação que me levam
A falar um palavrão na hora mais indevida
Mas o desabafo às vezes nos leva a cometer indelicadezas
A cometer deslizes e derrapãos na linguagem
Guardais então para vós mesmos as vossas línguas
Pensais as vossas palavras e os vossos atos e perdoais
O pai que não soube criar-vos e nem soube
Criar um mundo diferente e correto certo
Para a felicidade de um futuro melhor
E mais seguro sem as ameaças das guerras
E de todas consequências nocivas que elas
São capazes de trazer à humanidade.

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