quinta-feira, 12 de julho de 2018

O dia em que perder tudo; NL, 0240402008; Publicado: BH, 02201102009.

O dia em que perder tudo
Que tenho perdido e não trazer mais em
Mim a sensação da perda será só nesse dia
Que poderei dizer que ganhei alguma coisa deixa
Ver se entendi o que escrevi sempre perdi
Tudo desde que nasci só nunca perdi foi a
Sensação de ter perdido e para voltar a ganhar
E preciso aprender a perder essa sensação
Quando perdemos algo temos que perdê-lo por
Duas vezes a primeira é a perda do objeto em si
Aí essa perda fica na nossa vida até o fim vira
Lembrança vira recordação vira memória vira
Melancolia saudade gera uma série de
Transtornos a segunda perda é perder a perda
Da perda e nos libertar dela para que passemos
A ganhar o que a vida o futuro e o tempo têm
A nos oferecer é a liberdade que determinará o
Nosso destino livres dos espólios materialistas
Ficaremos de pé contra a morte e não rastejaremos
Como antigamente abandonaremos estes tempos tão
Mesquinhos e plenos de penúria acabaremos com as
Desgraças causadas pelas mazelas do mundo e enfim
Faremos a limpeza do passado humano e resgataremos
A humanidade e faremos poesia da raça humana
Deixaremos de ser então uma raça perdedora
Ganharemos coragem com a verdade ganharemos
Com o fim da covardia e do medo e voaremos
Livres para sempre e para cima para uma sociedade
Ganhadora sonhadora independente outro ganho
Imensurável é o casamento da poesia com a filosofia
E a filosofia com a poesia e um noivo disponível
Para fazer uma bigamia casaria com as duas se tivesse
Serventia mas a minha valentia não tem a qualidade
De conviver com as duas e nem tenho potência suficiente
Para satisfazê-las e também não quero perdê-las para
Não ter que perdê-las por duas vezes e acabar por
Não ser sábio transformar essas perdas
Num para sempre.

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