domingo, 15 de julho de 2018

No mar encapelado; BH, 0220801999; Publicado: BH, 0290602012.

No mar encapelado
Navegador arrojado
Com argúcia de comando
Sutileza de espírito
Agudeza de observação
Conhece todas as correntes
Inclusive as submersas
Igual molusco cefalópode
Caracterizado por uma concha em espiral
Leva o argonauta a nau Argo
Guiada pelos deuses
À procura do Velo de Ouro
A morte é pequena partícula
Separada de um corpo
A morte é argueira coisa insignificante
Tamanha a vontade de vencer
À arguição das ondas infinitas
Que até os deuses se escondiam
No arqui-bravio e insociável
Censurar a vida ainda ao nascer
Criticar o viver ao precisar
Argumentar no final da procela
Aduzir ao tempo nebuloso
Apresentar razões e expor a pele
Conduzir a nau ao destino
Trazer de volta em segurança
Fazer perguntas sem respostas
Questionar sem solução
Acusar-se do próprio erro
Na argumentação que acalmará
O marinheiro coração
Opor-se aos que não querem continuar
Servir para os que querem ficar
E discutir com raciocínio
Raciocinar em conjunto
Para deduzir com quais argumentos
Se chega a uma conclusão
O tema e a prova
O sumário e a razão.

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