terça-feira, 17 de julho de 2018

Tenho a esperança de que a vida vai melhorar; NL, 0270502008; Publicado: BH, 0601202009.

Tenho a esperança de que a vida vai melhorar
Não melhora e reclamo blasfemo e
Solto imprecações contra os céus e que
Culpa têm os céus? tenho a esperança de acabar
Com a minha imprecaução e acordo no dia
Seguinte e continuo o mesmo não mudei 
Um átimo e que culpa tenho eu? toda a
Culpa do mundo e do universo imprevidente
Limitado inapto louco até frustro a mim
E a todos que me acompanham e conhecem
Trago frustrações desde a infância e épocas
De menino e de tempos de adolescência pensei
Que na fase adulta me curaria destes males
E vejo que continuo mais doente do que antes
Pelo menos mais maluco doido estúpido e
Ignorante não venci a insensatez e nem bani a
Estupidez de dentro de mim pelo contrário fizeram
Morada permanente dentro de meu ser e expulsaram
A paixão expulsaram o amor e a paz do fundo
Do meu coração não deixaram lugar para o
Bem e nem me deixaram ser bom o prazer deles
É me atormentar é aumentar meu padecimento
Minha degeneração e acelerar o meu fim e
Nem pergunto mais o que será de mim deixo
O pessimismo me levar me arruinar e me
Corroer em segredo sem ninguém saber
O quê importa se não faço falta para a raça
Humana e nem sou importante para a humanidade?
Que posição tomo diante do caos? nenhuma
Um louco passivo autista portador de paralisia
Cerebral por mais que me debato na calçada
Não chamo a atenção para os problemas do mundo
Não conscientizo e nem conscientizo-me a minha
Demência impede a entrada da consciência e
Torno-me autômato sonâmbulo manipulado por
Diversas mãos mãos de fantasmas desconhecidos e
Mãos de espíritos de regressões que me puxam sempre
Para fora da realidade que me amarram sempre às
Tábuas das lápides frias das trevas.

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