Cada um paga o seu preço
Pela vaidade o fumante com o câncer
No pulmão o beberrão com a cirrose no
Fígado o comilão com a úlcera no
Estômago pois é cada um paga o seu
Preço pela vaidade o preguiçoso é o que
Paga mais caro o néscio também bem como
O tolo o histrião o ingênuo o falso
Todos pagarão com a indiferença o
Desprezo dos sábios todos pagarão com o
Tormento da falta de ideia o choro
O derramar de lágrimas não serão mais
Sentidos nem terão sentidos pois todos
Já estão mortos ou adormecidos enterrados
Na própria ignorância rústica tétrica medíocre
Saia desta que quero ver vida material
Oxidada enferrujada vida que não
Pode ser chamada de vida pois não
Conhece a poesia nem a força do poema
Só conhece a vaidade desenfreada
O medo da realidade a covardia
Ao esconder a verdade Deus proteja-me
Então da vaidade que a minha
Sobrevivência um dia seja a audácia
Duma ideia não uma incompetência
Uma frustração ou uma omissão quero a
Dignidade a indignação da rebeldia
Quero a liberdade da poesia ser livre
Igual a um poema clássico superior
Independente não mais apagado
Cada um paga o seu preço pela vaidade
Nem é fácil nem barato é
Difícil duro caro é sal grosso
Em ferida aberta suor na carne viva sem pele
Pés descalços a pisar em brasas
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