Apolônio de Carvalho meu Apolônio de Carvalho
Pouco te vejo hoje em dia mas teu nome
Arrepia-me meu herói comunista
Voluntário na Guerra Civil Espanhola
Coronel da Resistência anti-nazista
Na França contra quem mais ainda
Queres lutar? o mundo não tem mais
Jeito o Brasil não tem mais jeito
A humanidade não muda de jeito
Nenhum me orgulho do teu nome
Sinto que mesmo ao não te colocar
Debaixo do manto do Santo Sudário
Nem ao matar a tua sede no Santo
Graal fizeste a história que todo homem
De brio gostaria de ter feito sei que
Não deixarás legado de cifras muito
Menos de miséria mas o patrimônio
Moral poucos contemporâneos terão um
Igual não conheceste insegurança não
Conheceste medo nem covardia procuraste
A guerra que pedia a tua rebeldia
Procuraste a liberdade que não tiveste
Deste a outro povo a liberdade que
Queria o pagamento foi a
Prisão a tortura o sofrimento até
A ingratidão mas sei que no teu
Coração não existe lugar para mágoas
Rancor ou ódio inveja também
Bem sei que não pois quase chegaste
À perfeição enquanto todos tateiam na
Luz como se estivessem nas trevas
Apolônio de Carvalho meu Apolônio de Carvalho
Ilumina-me com a tua visão
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