Olha mulher
Vou te contar
És uma mulher desavergonhada
És uma zabaneira
Só queres viver na zona
Só queres viver na prostituição
És uma zaranzada
Não tens a cabeça no lugar
Procedes irrefletidamente
Fazes tudo atabalhoadamente
Vives em confusão em desordem
Vives em tumulto atônita
Doidivanas perturbada
Ages igual a uma bêbada
Tens aversão a tudo
Antipatias a todos
Rancor aborrecimento da vida
Andas cheia de importunação
Na mais clara irritação
Olha aqui mulher
Para de encolerizar-te à toa
Não vejo motivo
Não vejo nada
Não vejo razão
Tu que gostas muito
Duma zaragata
Vives a vagabundear
Em pleno estado de ociosidade
Não queres mexer com nada
Só queres coçar o saco aqui ali
És uma tremenda zangaralhona
Grande boba pesada gulosa
Gostas de algazarra de farra
Olha aqui mulher danada
Dás uma parada aí
Todo mundo está a falar
Está a saber de tuas andanças
Todo mundo está a saber
Dos chifres que estás a me colocar
Já me chamam pelas ruas
Com os nomes de quase todos os bichos
Que usam chifres de cornos
Olha mulher
Vou te contar viu
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