quinta-feira, 21 de junho de 2018

As letras; NL, 0110402008; Publicado: BH, 01201002009.

As letras 
São as mesmas para
Formar as mesmas palavras que vão
Desencadear os mesmos pesamentos:
Não existe quem faça algo inovador
Nada é de novo e tudo são as
Mesmas repetições e compilações; quero
Ver quem diz que é revolucionário
Quero ver alguém com a alcunha
De inovador; vivemos um ciclo vicioso
Onde todo mundo copia todo mundo e 
Deus já deu toda inspiração criatividade
E imaginação a todos aqueles a quem
Ele podia dar; Deus já deu toda sabedoria
E todo discernimento e com inteligência
Ninguém nasce mais;  não existirá
Mais aquele que virá com lucidez e razão e 
Posso até pensar que seja um privilegiado
Um Einstein que dizem que teve uma
Infância medíocre e que porém mais
Tarde desvendou a Teoria da Relatividade;
E talvez não desvende nada a não
Ser o cada vez maior teor mais claro
Da mediocridade acentuada; e
Há quem diga que com o passar do tempo
As pessoas vão ficar sábias; comigo percebo
Que isso não acontece; sinto é o desenvolver
Da minha obtusidade a evidência
Morta do meu cérebro opalino e que
Não é capaz de produzir um único
Grau de desenvolvimento e praticidade;
Minha mãe penava comigo ao tentar 
Ensinar-me matemática e nem as mais
Simples tabuadas conseguia decifrar
E então entrava na tábua e aí o bloqueio
Virou Stonehange passei a ser um eixo de pedra a
Rodar numa estrada de areia levar
Comigo meus antepassados na engrenagem
Emperrada; mastigarei areia com os dentes
Até o fim dos tempos.

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