quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sou mais de viver entre mendigos; BH, 0200801999; Publicado: BH, 0140602012.

Sou mais de viver entre mendigos
Do que aquartelar-me viver em quartel
Alojar-me no meio de homens e armas
Símbolos de violência e de tortura e de morte
Sou mais de transformar-me
Num ser aquático referente a água
Viver na água do que no meio
De cobras e serpentes e lagartos e répteis
Aquebrantar-me de vergonha e dor
Quebrantar-se meu espírito e alma
Pois o aquecedor da minha vida
Não será viver em harmonia de quartel
Viver em segurança gerada pelo medo
A morte a vir dos cantos dos quartéis
E o que vai aquecer o calor do meu peito
É o amor que trago guardado para 
Tornar quente o frio do corte da navalha
Fornecer calor ao aparelho do sangue
Entusiasmar com a ideia de um dia
A brincadeira de polícia e bandido
Seja banida das rodas infantis
De nossa sociedade e de nosso dia a dia
Fazer-se quente a chama da vida
E nossas lembranças florirem só
Com os altos índices de felicidade
Vida longa e tranquila
No aquecimento do inverno interior
A água da vida que chega de aqueduto
O cano para conduzir aquela
Que batiza as crianças na fonte
Inopinadamente e sem acanhamento
Que vem de aquém-mar
Que o sol vem aquentar
Aquecer a areia
Excitar as mulheres


Animar os homens

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