quarta-feira, 6 de junho de 2018

Não conheço-me quando olho para mim; BH, 0270602006; Publicado: BH, 0150992009.

Não me conheço e quando olho para mim 
E não me reconheço já quebrei
Todos os espelhos lá em casa minha
Imagem envergonha-me e meu reflexo
Cega-me e ainda não sei como romper
As barreiras que impedem meu desenvolvimento
Quero viver quero existir porém noto
Tristemente que a sabedoria não habita
Em mim todos os meus sentidos todos os
Meus sentimentos já morreram não tenho
Mais emoção e nem soube preparar-me para
Viver a vida carrego nas costas minhas
Dores o meu fardo não é feito de amores
 O peso é da consciência cheia de culpas
Abarrotada de pecados capitais quantos
Erros sem um acerto quantas faltas falhas micos
Quantos furos gafes errei tudo infinitamente
Desde o principio e já fui condenado no
Apocalipse XXI, “pois, quanto aos tímidos, e aos
Incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas,
E aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos
Idolatras e a todos os mentirosos, a sua
Parte será no lago que arde com fogo e
Enxofre, o que é a segunda morte”; já
Fui condenado no passado no presente e no
Futuro e não marco gol nem em impedimento
Ou com a ajuda do juiz até pênalti 
Bato para fora não nasci com segurança
Confiança ou certeza não nasci com coragem
De jeito nenhum e todos conhecem-me todos
Reconhecem-me menos eu que de mim 
Escondo-me de covardia e com o medo eterno
Que acompanha-me estampado nos olhos e
A enfraquecer cada vez mais meu  coração
Todo mundo tem uma sina uma saga um
Destino eu não todo mundo tem uma coisa um
Causo uma razão eu não o tempo passa e
Se esvai e meu peito arfa de ansiedade




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