domingo, 17 de junho de 2018

Poesia; NL, 0300502008; Publicado: BH, 01001002009.

A poesia nunca pode ser chamada
De poesia moderna e penso que poesia é atemporal
E é mais antiga do que o mundo, mais
Nova do que o futuro e mais atual do
Que o presente; não tem sexo e nem cor
Não é física e nem cerebral fisiológica
Ou natural não tem cheiro e nem é espiritual
Poesia não tem corpo alma nome: e 
Veio da existência do  aquém e vai para
A inexistência  do além; é o lado de lá
Dos astros que não giram em torno do seu
Próprio eixo e não vive e nem morre; pois não
Tem início e nem meio e nem fim encanta
Quem a procura  e a ama é canto para os surdos é
Visão para os cegos e voz para os mudos; vive sem
Os poetas e os poetas não vivem sem ela e é
Independente remédio para doentes
Ressurreição para os mortos; imortaliza
Eterniza perpetua e destrói barreiras e 
Impérios e reinados; como uma deusa é
Vista em toda parte sentida tocada digerida
Como uma mulher é cobiçada assediada desejada;
É gladiadora e ao mesmo tempo um soco
Uma porrada um murro um chute no saco e não
Perdoa e nem desculpa; metafórica e aparecida
É treva e é luz loucura e sanidade é dor
E é alívio; chora ri é árvore e é fruto ubíqua
Comida água sombra anã e gigante
Mendiga e galante, enriquece quem a tem
E empobrece quem a não tem; não pode ser
Pegada presa algemada acorrentada e é a
Liberdade no mais puro sentido; impossível de
Definir identificar e procura a verdade sair da
Mentira e fixar a realidade; penso que a poesia
Nunca pode ser descrita descartada escrita; é
A letra a palavra e o símbolo a luta entre
O bem e o mal a vida e a morte o sul e o norte
O azar e a sorte o esconderijo do fraco


E a demonstração do forte.

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