sexta-feira, 15 de junho de 2018

Fui fazer um poema; BH, 0220801999; Publicado: BH, 0200602012.

Fui fazer um poema
Falar uma poesia
E perdi-me no tempo
Saiu uma algaravia
Língua confusa falada
Pelos árabes no algarve
Linguagem obtusa
E de difícil entender
Aravia da vozeria
Sem definição
E a arbitragem
No meu julgamento
Tomou a decisão
Sentença de árbitro
Tu poeta não
O arbitral foi duro
Tu poeta impuro
E o arbitramento
Não voltou atrás tu
Aqui não voltas mais
E o juiz falou
A tua poesia vou arbitrar
Decidir e servir e propor
É uma arbitrariedade
Sem qualidade
Sem comportamento
Monta no teu jumento
E voltas para a tua cidade
Pensei que arbitrário
Que não resulta
Não se fundamente em leis
Que árbitro despótico
Que decisão dependente
Unicamente da vontade
Da deliberação de
Uma má opinião
Que alvitre à faculdade
De uma livre determinação
Da vontade humana
Segui o árbitro juiz
A autoridade suprema
Exemplo a seguir e procurei
Apedeutas e mentecaptos
E energúmenos e 
No meio deles serei rei.

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