sexta-feira, 15 de junho de 2018

Linguagem poética do século XXl; Publicado: BH, 0270902009.

Se pudesse mover uma pedra
Ou separar a menor partícula do átomo
Ou ainda tivesse uma alavanca e um ponto
De apoio ou o poder de apertar uma tecla
De algum dispositivo atômico talvez entenderia
A linguagem poética do século XXl;
Os muros das periferias e as latarias dos vagões
Dos trens suburbanos confundem-me
Vejo as inscrições nessas paredes
Com a mesma obtusidade que
Deparo diante de um texto da linguagem
Dos computadores e meu coração fica na
Dúvida: evoluímos ou involuímos ou regredimos e as
Mensagens que mandamos ao espaço cifradas
Ou em códigos a buscar outras civilizações outros
Seres através de ondas de rádio magnéticas
Levadas por foguetes satélites e naves?
Ficarão perdidas pelo espaço, atingirão
Os objetivos? e se pudesse resgataria no
Século XXl a linguagem de Homero da filosofia
Na época trágica dos gregos dos pré-socráticos,
De Sócrates Platão e Aristóteles; se pudesse
Manipular o tempo a poesia se veria livre do
Inglês de Bush do fanatismo religioso do genocídio
Dos ditadores dos campos de refugiados e da
Perseguição que é feita contra a humanidade
Na Europa; e na contemporaneidade só a
Sensibilidade a ausência de políticos com suas
Condolências ou felicitações e o banimento de
Pseudo-famosos pseudo-celebridades suas vidas
Infrutíferas seus casamentos fúteis romances melosos
Vidas vazias comportamentos inúteis: Bertold Brecht valei-nos
Goeth Nietzsche valei-nos livrai-nos dessas
Estéticas podres bestas apocalípticas da falta de censo
De ridículo da mediocridade e do banalismo Borges meu
Borges roga por nós salva-nos da perdição
Cultural; meus santos pretos africanos pais
Dos meus ancestrais Zumbi Mandela libertai
O poder da poesia preta liberai e não deixeis
Que voltemos à linguagem de grunhidos guturais.

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